JM SEM NOÇÃO 05: O PRESIDENTE GARANHÃO E AS TARAS SEXUAIS

Agora que Barack Obama é, oficialmente, presidente dos EUA , terá um desafio muito maior do que a eleição de novembro passado. Afinal, herdará todas as cagadas do Bush: duas guerras malucas, uma crise econômica e o reaquecimentos das tensões entre Israel e Palestina.


A vitória de Obama, nas eleições, foi um feito considerável, principalmente pela forma como a mesma foi tratada pela mídia mundial, transformada que foi em uma verdadeira batalha de taras sexuais. De um lado, tínhamos a atraente Sarah Palin, uma jovem senhora de aparência relativa comportada, a figura perfeita da mãe de família, uma verdadeira Jocasta alimentando os sonhos edipianos de eleitores de todas as idades.



Palin foi rapidamente rotulada de M.I.L.F., sigla que significa "mother's i'd like to fuck" (algo semelhante a "panela velha é que faz comida boa"). Sim, a fantasia do sexo com a mulher mais velha, a professora, a mãe de um amigo - fantasia popular como se pode ver nos filmes pornográficos de setentonas como Rita Cadilac, Regininha Potergeist e Gretchen.


Apesar do apelo sexual invejável de Palin, porém, nada pôde ser comparado ao furacão Obama. Obama não foi apenas um personagem, uma M.I.L.F., uma enfermeira, uma doméstica, ou qualquer outra coisa cuja fantasia possa ser vendida num catálogo de motel. Obama foi uma tara sexual de nível global.

Na história, a visão da sexualidade do negro sempre foi estereotipada - durante a escravidão, o negro era o escravo reprodutor gerando filhos em série, ou a mulher negra abundante e fácil, que ficava dando para o sinhôzinho. As mulheres negras eram consideradas verdadeiras predadoras sexuais, mulheres lascívas que usavam seus encantos principalmente para alcançar algum tipo de ascenção sexual.

E isso acabou gerando um monte de fantasias sexuais que ficaram no tempo, como mostram os filme pornográficos inter-raciais e a visão da sexualidade do negro através dos olhos brancos, extremamente estereotipada, como se pode ver na propaganda de um dos títulos do gênero:

"Este filme mostra aquilo que somente os atores negros e dotados fazem, meter sem parar. Muitas mulheres têm o desejo de dar para um negro forte e pauzudo e este filme vai mostrar como eles seduzem suas vítimas sexuais. As garotas adoram ser penetradas por eles, mas antes elas aproveitam para engolir cada pedaço de pau negro." (Filme: Só Negros comem assim, produzido pela Buttman em 2004)

Estes filmes eróticos trabalham justamente com esta fantasia - o branco racista, que tem uma visão deturpada da sexualidade negra, do homem de pau grande e reprodutor, da mulher de bunda grande e promíscua, e realiza-se através do voyerismo, uma vez que não consegue superar seus preconceitos ou, diria mais, desenvolve tal fantasia justamente pelo preconceito, sem desejar sexualmente uma pesssoa específica, mas tendo como fantasia uma raça inteira.

Entra Obama. Obama não era apenas um candidato à presidência. Era o candidato NEGRO, o possível primeiro presidente negro (fato mencionado 13.876.234 vezes pelo Jornal Nacional), o parceiro sexual negro sonhado em fantasias racistas, o garanhão do pau grande substituindo o "impotente" Bush. A tara proibida se consumou nas cabines eleitorais, o povo voltando no NEGRO, o Obama objeto, não o Obama candidato, não o Obama e suas idéias, não sua figura como a materialização da rejeição ao governo Bush.

Aí vem a conclusão: ao eleger um presidente NEGRO, os EUA se mostraram mais racistas do que nunca - e mais tarados também. Obama venceu para dar fim a um tabu - o sexo inter-racial foi consumado, o eleitor realizou suas fantasias sexuais racistas conforme a mídia ditou. Obama será o presidente NEGRO, estereotipado, do pau gigante, o garanhão que mete sem parar. E, agora, o povo espera o gozo sem limites, apesar de Obama ter pela frente um mundo a beira do caos.

A minha sugestão? Viagra nele.


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